Varanasi é grande, Varanasi é confusa, é intensa. Tem um cheiro que se toca, um barulho que se entranha.
Sobre Varanasi muito hei-de escrever aqui porque as histórias amontoam-se...
De todos os sitios por onde passei, este foi sem dúvida o mais fascinante, aquele que mais se agarrou.
Varanasi entra e nunca mais sai. E disto tenho a certeza. Varanasi embebe-se em nós. Not for the faint of heart...
A foto:
De repente, o céu começou a cair sobre as nossas cabeças...primeiro sob a forma de uma chuva miudinha e depois sob a forma de enxurrada e relampagos que rasgavam o céu.
Sobre Varanasi muito hei-de escrever aqui porque as histórias amontoam-se...
De todos os sitios por onde passei, este foi sem dúvida o mais fascinante, aquele que mais se agarrou.
Varanasi entra e nunca mais sai. E disto tenho a certeza. Varanasi embebe-se em nós. Not for the faint of heart...
A foto:
Depois de um dia intenso a passear de tuk tuk, alugámos um barquinho para ir ver as cerimónias junto ao Ganges ao anoitecer
O barqueiro não era mais do que um miúdo de 10 anos que já tinha mais vida marcada no corpo do que qualquer um de nós...
A noite ja estava a ficar cerrada e os barcos iguais aos nossos cada vez eram mais, formando um amontoado de gente dentro do rio.
Em terra começavam a ouvir-se os tambores e as preces hindus. Os rituais iniciaram-se com muitas pessoas à volta, vidradas nas cores e nos brahims semi nus que ondulavam no cimo das escadas (Ghats).
Tinhamos comprado velas que fomos lançando ao Ganges à medida que a cerimónia continuava e os tambores marcavam o ritmo.
Centenas de pessoas em terra e no rio, formando uma plateia densa e atenta (uns mais que outros :) )
Com tantas pessoas à volta, o pânico generalizou-se com toda a gente a tentar fugir (não percebo esta questão da chuva, que parece que caem canivetes e temos que correr!)
O nosso menino-barqueiro começou a remar chocando com todos os barcos a volta.
Depressa percebemos esta debandada..a chuva era tanta que se acumulava no barquito!
Não conseguimos chega ao "porto" pois so com 2 remos e água a entrar, não chegaríamos longe e tivemos que sair a meio do percurso.
Assim que tocamos terra e debaixo de chuva torrencial, corremos para um telheiro onde estavam mais umas dezenas de indianos abrigados.
E vacas. Várias Vacas.
As luzes da cidade apagaram-se e não se via um palmo. Só sentiamos o cheiro ...e ouviamos a chuva.
Aliás, so descobrimos as vacas porque entre empurrões chocámos com uma...
Assim ficámos debaixo daquele telheiro, na margem do Ganges entre vários indianos e animais.
A água escorria rumo ao rio, salpicando nos até aos tornozelos.
Quando abrandou, começámos a correr pelas ruas escuras e sujas, sentindo a bosta de vaca que entretanto se transformara em lama e na qual estavamos constantemente a escorregar..
O cheiro era nauseabundo e as vacas e as pessoas misturavam-se correndo que nem loucos em todas as direcções!
Ensopados até aos ossos, la distinguimos o nosso tuk tuk no meio da multidão à espera. Saltámos quase em andamento e percorremos as ruas sempre com o coração nas mãos à espera de passar por cima de qualquer indiano.
Chegámos ao hostel e apressamo-nos...afinal tinhamos um night train para apanhar rumo ao Nepal.
A aventura ainda não acabara aqui.






