....é que não podemos meter o mundo todo a preto e branco e esperar que fique tudo mais bonito e a condizer....
...que tudo encaixe de forma perfeita e quase monocromática...qual código de barras.
It's not like that.....
Wake up girl, it doesn't work.
E como que seria o mundo, ou o "meu mundo" pelo menos....se não fosse colorido?
Easier?
A foto: Mozambique.
Algures entre o Tofo e a Barra....onde há uma espécie de luz e cor...que fazem toda a diferença :)
....porque uma imagem pode valer mil palavras...e porque uma foto lembra histórias escondidas na nossa memória. Aqui ficam momentos, desabafos, alegrias e tristezas :) ...Estrelas cadentes e pozinhos de perlimpimpim...para quem os quiser agarrar!...
sábado, 30 de abril de 2011
quarta-feira, 27 de abril de 2011
Passport
But I won't be no runaway
Cause I won't run
No I wont be no runaway
What makes you think I'm enjoying being led to the flood?
-_-
The National, Runaway
*está quase!
A foto: Somewhere
Cause I won't run
No I wont be no runaway
What makes you think I'm enjoying being led to the flood?
-_-
The National, Runaway
*está quase!
A foto: Somewhere
quinta-feira, 21 de abril de 2011
Backwaters
Sometimes I just feel like i'm siting on top of the world...
Sometimes I feel like i can do anything....
...and actually...I can :) ...shhhhh
Sometimes I feel like i'm sitting underground, at the subway station watching people go by..
Sometimes i just feel like i'm nothing with everything within...
...yes, sometimes i feel somehow misfit....
After all....it's the nothing and the everything and something inbetween that defines who you i am...and who you are..
....Sometimes .....I'm just floating down the river....
....Floating where the nothing is enough..and enough...makes you realize that sitting on top of the worls...is not that important anymore :)
And sometimes....it's just me. Staring at the sky, trying to find something among the lights.
A foto: Backwaters, kerala
Kerala, província mágica do Sul da Índia, igualmente conhecida por God's Own Country
O almoço, o lanche e o jantar foram sendo servidos pela tripulação....sempre comida local e deliciosa....:)
Nestes cruzeiros não se faz nada....limitamo-nos a observar a vida nas margens...toda a azáfama das familias que ali vivem...
...uma paz incrível...apenas quebrada por algum barco a motor que passava ou pelos mosquitos :)
À noite o barco atracou numa margem e ali ficámos....entre baratas e outros habitantes rastejantes a dormir naquele quarto minúsculo... :) Os barulhos nocturnos eram mais que muitos...e a tripulação ressonava como se estivessem a dormir ali mesmo debaixo da cama...
O acordar foi ao nascer do Sol...pequeno almoço servido (típico indiano) e lá fomos assistir ao acordar da população....enquanto o barco deslizava suavemente....
o banho público nas margens, o lavar da roupa, as pessoas a irem para o trabalho de barco...as crianças a chapinhar....a brincar...a correr....
o cheiro da madrugada, do jasmim, do incenso....
Sometimes I feel like i can do anything....
...and actually...I can :) ...shhhhh
Sometimes I feel like i'm sitting underground, at the subway station watching people go by..
Sometimes i just feel like i'm nothing with everything within...
...yes, sometimes i feel somehow misfit....
After all....it's the nothing and the everything and something inbetween that defines who you i am...and who you are..
....Sometimes .....I'm just floating down the river....
....Floating where the nothing is enough..and enough...makes you realize that sitting on top of the worls...is not that important anymore :)
And sometimes....it's just me. Staring at the sky, trying to find something among the lights.
A foto: Backwaters, kerala
Kerala, província mágica do Sul da Índia, igualmente conhecida por God's Own Country
Em Allepey, pode-se alugar um Houseboat, que não são mais do que barcos de arroz.
Estes barcos transformados fazem cruzeiros pelos canais de Allepey e têm uma tripulação constituída por 4 pessoas: 2 cozinheiros e 2 condutores.
Podem ter um ou mais quartos e um deck :)
Alugámos um destes barcos por 50 Euros (24 horas) com alimentação e dormida incluída (um balúrdio...)
A partida foi de manhã bem cedo... apanharam-nos na guesthouse, que ficava junto a um canal e lá fomos a uma velocidade de 10km/h!
O barco tinha um deck de observação onde ficámos todo o tempo....
Nestes cruzeiros não se faz nada....limitamo-nos a observar a vida nas margens...toda a azáfama das familias que ali vivem...
...uma paz incrível...apenas quebrada por algum barco a motor que passava ou pelos mosquitos :)
o banho público nas margens, o lavar da roupa, as pessoas a irem para o trabalho de barco...as crianças a chapinhar....a brincar...a correr....
o cheiro da madrugada, do jasmim, do incenso....
É uma experiência espectacular...o tempo parece que pára...algo que ficou para sempre na minha memória.
É um sítio mágico, Kerala...
sexta-feira, 8 de abril de 2011
Mekong!
Just keep me where the light is
...... e o raio dos pirilampos que andam sempre a apagar e a acender...!
-_-
A foto: Descida do Mekong, Laos, 2009
Descer o Mekong em 2 dias, de Huai Xuai a Luang Prabang!
...... e o raio dos pirilampos que andam sempre a apagar e a acender...!
-_-
A foto: Descida do Mekong, Laos, 2009
Descer o Mekong em 2 dias, de Huai Xuai a Luang Prabang!
quarta-feira, 6 de abril de 2011
Waiting I
Never cut a tree down in the wintertime.
Never make a negative decision in the low time.
Never make your most important decisions when you are in your worst moods.
Wait.
Be patient.
The storm will pass.
The spring will come.”
Robert H. Schuller
A foto: Like In Asia.... it's all about waiting:)
Never make a negative decision in the low time.
Never make your most important decisions when you are in your worst moods.
Wait.
Be patient.
The storm will pass.
The spring will come.”
Robert H. Schuller
A foto: Like In Asia.... it's all about waiting:)
O tempo que se demora do ponto A ao ponto B neste lado do Mundo é algo completamente imprevisível.
É absolutamente pretensioso acreditar que vamos estar em determinado sítio, a determinada hora.
Não acontece.
30 kms podem demorar 1 hora a percorrer, como podem demorar 5, 6, 7, 9, 12 horas....é uma questão de sorte.
Por exemplo.....ir de Pakse, a capital do Sul do Laos para Paksong...um vilarejo a 32 kms a Norte....
...O dia começou cedo a tentar descobrir como se poderia fazer este trajecto, uma vez que não há transportes públicos no Laos.
Comecei por um tuk tuk me querer cobrar uma exorbitância para percorrer meia dúzia de metros..."bus station very far...you give me 5 dolars.."
NOT!!
E nem há uma bus station...
Uma caminhada pelo centro da cidade e consegui perceber que há um mercado onde diariamente chegam pick ups das várias aldeias....chegam de manhã, as pessoas saem e voltam quando toda a gente se despachar das compras ou outros afazeres.
Pareceu-me bem!
Depois de várias tentativas, e muita linguagem gestual, lá encontrei a sangtew que me levaria a Paksong.
E depois....foi esperar!....e esperar.....esperar!....e esperar que as pessoas fossem chegando, esperar que carregassem com sacos de cimento e ração o espaço apertado....
...observar as pessoas a almoçarem, a lancharem....e esperar....chegar mais um vendedor ambulante de comidas e bebidas de dificil identificação...
Depois, arrancar (finalmente)...e parar em mais 10 sítios para carregar galinhas e mais sacos...ver as pessoas a mostrar o que compraram e a trocar "snacks"....crianças sujas a brincar e a comer com as mãos ainda mais sujas...
O cheiro intenso a tudo, o pó, a velocidade espatafúrdia a que o veículo seguia...sem qualquer segurança, os solavancos, o escape....
Fomos parando à beira da estrada e descarregando sacos, pessoas, comida...pagando à saída alguns kips...
Até alguém a mandar parar a pick up para saltar fora...levantar a saia e..."aliviar-se"...mesmo ali...
Os olhares das crianças, dos adultos...os risos....as discussões....tudo a questionar o que somos...e o que ali fazemos :)
A viagem demorou 10 horas, desde que entrei na pick up...e esperei.....
sábado, 2 de abril de 2011
Hong Kong
Às vezes dou por mim a pensar que a vida é tipo o jogo do Super Mario que jogava no Gameboy quando era metade do que sou agora....
Na altura era simples....
Comer uma estrela tornava-nos invencíveis.....um cogumelo fazia-nos crescer.....ganhávamos uma vida quando passávamos de nível..
Fugíamos dos mauzões com uma destreza de teclas...chocávamos contra eles destruindo-os...fazíamos caretas para o monitor preto e verde...suávamos...gritávamos, ficávamos eufóricos quando descobríamos uma porta secreta ou apanhávamos moedinhas com um salto.
Horas e horas a fio perdidas neste duelo. Mas acabávamos sempre por conseguir.
Agora....não é muito diferente.
Já não me lembro é quais são as teclas.
E desconfio que já não há estrelas a cair do céu para nos tornar invencíveis :)
A foto: Hong Kong - Kowloon
Porque andar na rua em HongKong é quase como estar dentro de um jogo
Na altura era simples....
Comer uma estrela tornava-nos invencíveis.....um cogumelo fazia-nos crescer.....ganhávamos uma vida quando passávamos de nível..
Fugíamos dos mauzões com uma destreza de teclas...chocávamos contra eles destruindo-os...fazíamos caretas para o monitor preto e verde...suávamos...gritávamos, ficávamos eufóricos quando descobríamos uma porta secreta ou apanhávamos moedinhas com um salto.
Horas e horas a fio perdidas neste duelo. Mas acabávamos sempre por conseguir.
Agora....não é muito diferente.
Já não me lembro é quais são as teclas.
E desconfio que já não há estrelas a cair do céu para nos tornar invencíveis :)
A foto: Hong Kong - Kowloon
Porque andar na rua em HongKong é quase como estar dentro de um jogo
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