....porque uma imagem pode valer mil palavras...e porque uma foto lembra histórias escondidas na nossa memória. Aqui ficam momentos, desabafos, alegrias e tristezas :) ...Estrelas cadentes e pozinhos de perlimpimpim...para quem os quiser agarrar!...
quarta-feira, 1 de julho de 2015
terça-feira, 30 de junho de 2015
Rumo a Kathmandhu parte 3!!
A chegada à fronteira foi caótica.
Trânsito e mais trânsito..pela frente, por trás, em direção oposta, na diagonal, em zigue-zague, pessoas, cães, cabras, vacas, galinhas, crianças e pó.
Muito pó no ar!



Sendo impossível estacionar para sairmos descansadamente, o taxista estacionou em 3ª ou 4ª fila, nao se percebendo bem se estava no meio da estrada ou numa das bermas. Ou num parque de estacionamento...
Saímos depedindo-nos e dirigimo-nos ao "Immigration office" para carimbar a saída. Mostra passaportes, tira passaportes, lê, verifica...lá tivémos ordem de saída! Carimbada!
Atravessámos a famosa "terra de ninguém" acompanhados de um manancial de gente e chegámos ao Immigration office do Nepal :)
bye bye India!



Vê passaportes, carimba, paga, analisa.
Demora. Vai lá dentro.
Demora.
Esperamos.
Desesperamos. Aguardamos mais 15 min, mais 30...
"passports?"
"wait please" diz o sr de bigode com um fato coçado pelo uso...
Ja damos voltas e mais voltas no cubículo cheio de pó e calor, d gente..a Xana a caminho do Wc improvisado devido a uma maleita Indiana....
Calor
Muito calor.
Entregam-nos finalmente os passaportes. Carimbados!!
Nepal, aqui vamos nós!!
Agora era "só" arranjar transporte até kathmandhu...

A alternativa ao autocaro era o taxi...ou carro alugado. Esperavam-nos 7h pelo menos até kathmandhu e queríamos "algum conforto"..esta etapa já ia longa e Varanasi ja tinha sido ha muitas horas..
Conseguimos um "micro machine" por cerca de 50 euros e fizémo-nos à estrada...
Mais uma viagem daquelas, sempre com o coração nas mãos..fossem camiões em ultrapassagens alucinantes, com paisagens deslumbrantes a acompanhar..

Paragem a meio para trincar qualquer coisa num restaurante local (ahhh, a verdadeira comida nepalesa...) e chegámos a Kathmandhu já ao final do dia.
Depressa nos apercebemos que esta já era uma cidade bastante ocidentalizada, confusa, mas dentro da confusao, muito mais calma do que qualquer cidade na Índia.
Fomos para a nossa guesthouse...
O autocarro que partiu da estação de comboios so chegou no outro dia de manhã...com uns backpackers claramente roídos da viagem...
O nosso bólide carregado até às orelhas.."never again" :)
segunda-feira, 8 de junho de 2015
Rumo a Kathmandu parte 2
A foto: Algures a caminho da fronteira India-Nepal
Pela janela entrava um calor meio húmido e um cheiro a esgoto e pessoas que se misturava com o caril que pairava no ar...
Depois da higiene diária minima possível na casa de banho comunitária (nao há palavras para descrever..) o comboio finalmente parou em Gorakhpur.
Dali até à fronteira do Nepal seriam mais ou menos 300kms e ainda não sabíamos como íamos...
Saímos do comboio à descoberta. Depressa percebemos as nossas possibilidades e entre escolher um autocarro que demoraria qualquer coisa entre 10 a 24h a chegar a Kathmandu e um taxi, armámo-nos em porcos capitalistas e alugámos um "táxi"
Supostamente era para 6 (nao sabemos como...pois o carro era mínimo) mas conseguimos que fossemos só os 3...depois de muito regatear e nos terem mandado para os deuses todos e afins, lá nos enfiámos no "táxi" rumo à fronteira do Nepal.
Foram 4horas de adrenalina...mas chegámos.
Inteiros.
E com mais cabelos brancos.
Fomos quase abalroados por camiões desgovernados, vacas, cães, cabras, bicicletas, pessoas, crianças, árvores, motas, gatos, cães..
Mas o Nepal era finalmente nosso!
Mentira. Faltava a fronteira...
(a aventura continua)
Ps - a foto abaixo ilustra um momento verdadeiramente indiano...com calor e de janela aberta levei com uma cuspidela do nosso condutor que passou o caminho a mascar tabaco e a cuspi-lo janela fora...num momento de inspiração, e com o vento, a substância projetada da boca desdentada do nosso indiano acertou-me em cheio..na cara, no cabelo...no vidro. Ainda morna! ....de tal forma que escorria bochecha abaixo.. não tenho palavras..fechei o vidro e entre gargalhadas e o meu ar enojado, lá tirei uma dodot e tratei do assunto.......
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